A loucura em forma de bunker

Durante os 40 anos de comunismo liderado por Enver Hoxha, a Albânia se especializou em ter medo de absolutamente tudo. Primeiro, a temida figura do Marechal Tito, chefão da Iugoslávia. Fazia algum sentido, visto que a Albânia figurava sozinha no mapa, encurralada pela Iugoslávia e Grécia. O próprio Tito sugeriu diversas vezes que o país faria mais sentido se fosse anexado por eles (#vemgente). O segundo motivo de preocupação, era a invasão de grupos fascistas no norte da Grécia. Vale lembrar também que a Itália de Mussolini ocupou o país também, fazendo-o um protetorado entre 1939 e 1943.

É, a Albânia tinha inimigos.

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Dia de fúria em Skopje

Cheguei em Skopje, capital da Macedônia, por volta das 20h e fui andando até o hotel. Costumo usar o Google Maps que, dessa vez, me jogou longe do meu alvo. Completamente perdido, pedi ajuda em uma padaria/boteco onde dois sujeitos conversavam na porta. O macedônio também tem palavras em comum com o russo e com qualquer outra língua eslava, então a comunicação fluiu na medida do possível. Os dois riam muito de um brasileiro perdido na Macedônia em plena Copa do Mundo 2014. Ri junto.

Perguntaram-me se era da Al-Qaeda ou de algum grupo terrorista e, na negativa, correram então para um Lada velho e me apontaram: “levamos você até lá”. Como nossos pais ensinaram: “não se deve entrar em carro de estranhos”. Entrei. Eles também se perderam. Falavam de Feitosa e um outro sujeito brasileiro, aparentemente mestres do jiu jitsu – desculpem a ignorância. Fingi que conhecia.

“Neymar quem? Fei-to-sa!”, dizia o sujeito forte no banco de trás.

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