Por que ir ao Afeganistão. E por que não.

Sempre tive muita curiosidade e me coço inteiro só de pensar na possibilidade de ir ao Afeganistão, um dos países mais bonitos naturalmente e recheado de história, a começar pelo fato de estar no centro da Rota da Seda. Ali cruzaram centenas de civilizações e essa é até hoje a maior riqueza da região e, talvez, também um dos fatores que levaram à agonia que os afegãos vivem hoje. Então, para começar: por que não ir? A situação é realmente ruim e não vale a pena se arriscar. Essa, no entanto, é a única razão que consigo encontrar: guerra e, consequentemente, extrema pobreza. É uma razão forte. Mas quando a situação melhorar, não pensarei duas vezes. Agora…

Por que ir ao Afeganistão?

O texto abaixo é uma tradução livre de uma resposta do usuário Hadayat Seddiqi, na rede-social-cabeça Quora. Ele é perguntado sobre O que todo mundo deveria saber mas ninguém sabe sobre o seu país?. Aí vai a resposta e leve em consideração que: 1) as opiniões são dele; 2) trata-se de uma pessoa nascida no Afeganistão que se mudou para os EUA com menos de 1 ano mas ainda mantem relações com o país, pois possui familiares lá.

Continuar lendo

Hospitalidade russa

Eu, na minha santa ignorância, achava que os russos seriam muito frios e pouco hospitaleiros. Pois viajar serve pra destruir esses mitos. Ontem os donos do albergue em Sochi, a tal cidade que recebeu os últimos jogos de inverno e que já tem enormes elefantes brancos mofando, enfim, os donos me chamaram para sua casa antes que fosse embora. A mulher, descalça, usava um cordão de flores na cabeça e falava comigo como se eu tivesse estudado anos de russo e entendesse absolutamente tudo. O marido, sentado à mesa, fazia contas e deslizou os cadernos para o canto ao me ver entrar. Enquanto os dois faziam coisas na cozinha pediram pra eu me sentar.

Trouxeram chá e um prato de mini-panquecas com uma espécie de sour cream e carne. Comentei que estava uma delícia e eles responderam que compraram pronto no supermercado. Enquanto comíamos, deixei cair a carne da panqueca na xícara de chá. Tentei bebê-lo assim mesmo, mas a carne moída não harmonizou muito bem. Levantei-me e fui à cozinha jogar fora a bebida e a mulher veio atrás para fazer outra. Pedi desculpas e ri. Sentei novamente e o marido me ajudava a escolher os próximos destinos.

Continuar lendo